Eu sempre fiz questão de estar aqui. O inverno sempre passa

“Eu sempre quis saber como era estar um pouco longe de você”

Sentei naquele balcão de bar e vi que o copo ali na minha frente era mais volátil do que eu imaginava ser. Ou seria eu? Interessante seria saber quão constante seriam essas variações nas diversas situações que esse copo esteve a minha frente. Hoje, por acaso, eu sabia o porquê. O ato de coloca-lo a minha frente era tão líquido quanto às diversas situações que coloquei o mesmo ali. Confuso, não?

“Tudo vai passar, tudo sempre passa”

Às vezes estamos tão concentrados em viver nossa vida de maneira libertadora e inconsequente (não que isso seja ruim em certo período), mas não vemos perspectiva futura de como isso acarretará em nossa jornada. É um pé no saco ouvir de alguém que você está exagerando, não? Quem sabe em algum momento isso não é um conselho a ser levado em conta? A exaltação de uma noite de sábado tem tem seus resultados na manhã de domingo. Alegria de sábado é tão líquida quanto o álcool ou outras substâncias ingeridas pra potencializar aquele momento. Não é que você não deva exagerar às vezes, mas nem sempre o exagero é a melhor forma de tornar o momento mais sólido.

 

“Talvez nós fôssemos depois o que pensávamos, quem dera”

“Colecionar figurinhas” é o esporte mais sólido aos mais bem aventurados, mas não imagino a relação póstuma consigo mesmo depois de tantos laços mal feitos, em que os nós só suportaram o momento rápido e tão longe do oceano de realidade sentimental. Oras, todos têm sua fase, mas até quando essa fase perdurará? Fugir de relações com nós mais firmes é só um reflexo de uma liquidez sentimental que se apossa como um pântano que não quer parar de te consumir. “Liga, manda mensagem, vai visitar, divide um lanche, vai andar por aí, se importe!”; sim, viva mais sem ter que viver menos com um milhão de pessoas.

“Amanhã eu não vou mais estar aqui”

Toda família tem suas falhas e isso não é novidade pra ninguém. Nem todos os encontros são os mesmos e nem a mesma frequência, mas sempre haverão momentos pra celebrar, sentir-se feliz em fazer parte de uma gama sólida que nem sempre se vê, ao invés dos encontros semanais frequentes e sem teor válido. Líquidos como a água da pia que lava seu rosto de manhã. Os laços mais sólidos aparecem nas crises e, sabe, nem sempre a presença física é sinal de que só assim se importam.

“Nunca me pareceu ser real”

Eu poderia citar um milhão de situações, como já disse outrora. Mas eu vou elucidar os enunciados, pois sei que ai dentro de você despertou mil pensamentos, como eu também fiz. Eu acredito na busca pela felicidade como se buscasse uma pedra gigante e imensa. O riacho é a renovação constante de águas que passam, mas se o seu riacho for apenas uma demonstração do quanto seu copo em cima do balcão mostra que sua jornada é líquida e passageira?

Eu arriscaria mil vezes chutar aquela pedra com força até quebrar o meu pé, que mirar um curso de água constante.

Me esforço constantemente para dar nós mais firmes, que segurem as tempestades. Eu sei que a dureza dos compromissos, sentimentos e atitudes são mais importantes que aquele copo repetitivo num balcão de bar que nem ao menos faz questão de existir de verdade na sua lembrança.

Mais amor, por favor. Mais laços firmes, por amor.

Namastê. Paz.

Por Guilherme Rocha.

Anúncios

Brincando de bolinha eternamente no céu.

Você fugia da sua casa e vinha para a nossa e toda vez alguém tinha que vir buscar. Ficava no portão olhando aqui dentro esperando alguém abrir o portão; um leve conflito sempre rolava com outra moradora da casa e, mesmo depois de muito tempo, nunca se deram tão bem assim. Mas uma sempre gostou da outra de alguma maneira.

– Hey, ela escapou de novo. Tá aqui em casa.

Tempos depois, por circunstâncias da vida, você e (nossa) sua família vieram se juntar a nós, quando a tempestade havia batido forte demais nos alicerce de todos. Foi um recomeço, uma família maior numa casa só. Éramos 7 integrantes de muita felicidade. Depois aumentou; você foi agraciada com um tio e um irmãozinho. Éramos 9!

– Legal é que você joga a bolinha e ela traz de volta. Ela sabe brincar.

Todo dia de manhã, a mesma história: abrir o portão e ver apenas uma mancha preta sair voando por aí nas ruas do bairro. Por mais que chamasse, gritasse, dificilmente voltava; retornava quando queria. Espírito livre, jeito levado, arteira, que sempre voltava encolhida depois de um tempo para não levar bronca.

– Rolou na carniça de novo! Sua arteira!

Eu nunca vi um ser tão pequeno e gordinho ser tão rápido quanto ela. Quase escalava o muro tentando pegar pássaros, moscas e qualquer coisa que se movesse. E seu irmão sempre “sofria” um pouco com isso; lento e “de boa” recebia pulos surpresas, ataques aleatórios do nada e mesmo assim, quase sempre, dormiam um perto do outro. Como ele dormiu nos últimos dias dela.
É, bateu forte. Dessa vez alguma coisa aí dentro não conseguiu combater esse mal que te atingiu. Vi você dando seus últimos suspiros, sem desistir; a lutadora não queria perder essa batalha, afinal, venceu todos as outras e saiu pulando nos outros para mostrar que o vigor estava de volta. Heroína na despedida.

Eu acredito num céu para animais. Eu sei, eu sei sim, que agora você está brincando de buscar bolinha eternamente no céu dos cães. Uma ótima definição do mais puro e sincero amor. Você nos ensinou tanta coisa.

– July era gente boa.

Sim, e ainda é. Num lugar sem portões, sem muros, sem nada que a impeça de correr o quanto quiser, para brincar eternamente, como ela gostava de fazer.

“E se eu numa esquina qualquer te vir, será que você vai fugir?”

Fiz esse texto porque eu queria que todos soubessem o quanto você é linda, companheira, arteira, levada, brincalhona e, acima de tudo, perfeita.

Nós te amamos, “July Maria!”.

Obrigado 🐶💙

Três décadas de uma alma irresponsável

Trinta anos. Caralho! 

Eu realmente nunca havia feito uma projeção sobre como seria chegar nessa idade; ninguém de fato pensa, eu acho. Se pensei em planos? Sim, pensei muito, mas, claro (risos) que nem metade eu realizei – eu me sinto ótimo em todos os aspectos e, agora, sinto que estou apto a encarar muita coisa que antes me dava um medo danado. Pois bem, não era sobre sonhos que eu gostaria de falar; eu queria falar com você que vai se identificar com esse texto, porque de fato eu estou aqui onde estou por sua causa.  

Eu me recordo de quando eu ia na rua de baixo da minha casa, numa praça, brincar com a molecada; jogávamos bola, pega-pega, esconde-esconde (e valia se esconder até em quadras distantes) e todas aquelas brincadeiras de criança. Hoje eu tenho trinta anos e nem todos eu vejo mais, ou nem sequer estão mais nesse bairro, nessa cidade ou no mesmo plano existencial que eu. Salvo alguns contatos que ainda tenho até hoje, a maioria dissipou-se como algodão doce na água.  

Eu me recordo dos jogos de taco (ou “Bets”) que fazíamos na pré-adolescência/adolescência aqui na rua de casa mesmo e, uma certa vez, eu quase quebrei o nariz da minha irmã com uma tacada errada. Era bolinha na janela dos vizinhos, nas costas de pessoas que passavam; uma parafernalha das melhores. E, quem diria, que hoje em dia, de vez em quando, eu e alguns amigos ainda jogamos. Hoje eu tenho trinta anos e nem todos eu vejo mais, pois a vida deu rumo para cada uma dessas pessoas que fizeram parte desse período. Eu realmente não sei o paradeiro da metade desse pessoal, mas espero que estejam bem e realizados.  

Eu me recordo dos treinos e jogos de basquete, o qual me dediquei anos e anos – o esporte mais lindo que existe (♥). Eram vários treinos na semana, com umas 3 ou 4 horas de duração. Foi a época mais divertida da minha vida (até agora, né?) e eu juro que a minha mão coça todo dia querendo bater uma bola laranja de oito gomos por aí. Sobe um nó na garganta só de lembrar.  Hoje eu tenho trinta anos e de vez em quando eu ainda jogo nas quadras por aí com uma galera legal (♥), mas que em sua maioria não são os mesmos da época que eu treinava.  

Eu me recordo de quando saia aos finais de semana a noite para conversar com a galera na praça (quem diria que até hoje por vezes), que foi quando o meu quadro atual de amigos começou a ser definido, quando essa galera imensa que eu tenho por perto foi se juntando. Hoje eu tenho trinta anos e creio que tenho a melhor roda de amigos de todos os tempos.  

Eu me recordo das visitas dos familiares em várias épocas do ano.  

Eu me recordo (todos os dias) dos meus pais.  

Eu me recordo de todos os cães que passaram pela minha vida. Um gato também. 

Eu me recordo de toda paixão.  

Eu me recordo. Não com tanta clareza de algumas coisas, mas minha boa memória me concedeu a oportunidade de lembrar muita coisa bacana.  

E se você recordar de algo aí em cima, ou fez parte desses períodos enunciados, eu tenho muito que te agradecer por me ajudar a formar a pessoa que sou, a pessoa que se sente bem recebida por todos, onde quer que eu vá.  

Hoje eu tenho trinta anos e me sinto infinito feito universo.

Custa zero centavo ser legal 

 

 

Ser gentil é um ato heróico; não porquê você tem uma capa maneira, usa cueca vermelha por cima da calça, ou consegue mover montanhas com telecinese. A ficção nos faz pensar – por mais vezes que gostaríamos – que não podemos salvar o mundo quando quisermos, pois não somos capazes disso, e não temos o apoio de uma liga com poderes extraordinários, que nem todo dinheiro do mundo pode reagir à centelha da mudança benigna. A ficção é uma faca de dois gumes bem afiados: acende a chama e, quase sempre ao mesmo tempo, quando tomamos aquele impulso, nos joga uma balde d’água gelado.  

Pois bem; tenho duas coisas a dizer sobre os fatos supracitados.  

  1. Você não pode mover pedras com a mente (se quiser; treine mais). 
  1. Você deve manter o impulso em sem gentil.  

Às vezes aquela pessoa, que estava à beira de um colapso, ou algo pior, mudou de ideia no instante em que fez uma observação contrária ao que estava recebendo do meio alheio em que a rodeia. Autoafirmação é um problema muito sério, que deve ser levado em conta a priori, pois trata-se de – na maioria das vezes – uma fuga ao que é “naturalmente” imposto (moda, padrões, rótulos, tradições abusivas, religião e afins), ou ao que impuseram ideologicamente e acabou por fazer mal a integridade mental da pessoa. Mas também há uma outra vertente bem maldosamente estruturada que não levantarei em questão aqui. Reme contra essa maré! Coloque seus poderes para funcionar!  

Aquele seu conhecido obeso não quer ouvir mais uma piada de mal gosto sobre sua aparência, então você pode elogiar o quanto ele visualmente perdeu peso, ou o quanto ele está empenhado em conseguir. Uma pessoa que comete um ato que põe em risco a própria vida, não quer receber as críticas cotidianas e infundamentadas de praxe, mas torce quando você estenda a mão e a leve para um lugar mais aconchegante e faça ver os lados bons de viver sem ter que usar os mesmos clichês saturados. Demonstre alegria natural em estar ali. Tenha paciência com aquele familiar que não manja das habilidades eletrônicas; ensine, compreenda a dificuldade, enriqueça os pontos não tão bem habilidosamente articulados, para que essa pessoa possa deixar a frustação – que leva a raiva, quando extremo – de lado e ficar feliz em ver que fez progresso com um celular “de última geração” ou simples controle remoto com quinhentos botões para apertar. Deleite-se com a sensação de satisfação da outra pessoa, e como você ajudou nisso.  Enfim; mil exemplos caberiam aqui facilmente, mas sugeri apenas alguns para elucidar que: 

É prazeroso ser gentil. É benéfico para ambas as partes, mesmo que em algum caso, alguma parte seja relutante.  

Seja um(a) super herói(na) sempre que puder, exercendo com todo impulso todos os seus superpoderes. Nem sempre será recíproco, ou ao menos recebido como imaginou, mas, de forma alguma, deixe-se desanimar, porque você pode ser o exemplo de alguém, um espelho a olhar, sabe? Assim como têm seus espelhos também. Faça o dia de alguém melhor, emane as energias boas para o universo, mas não esperar nada em troca – o resultado virá naturalmente, e da melhor forma possível.  

Já pensou em como fazer o dia de alguém melhor?  

Pensa nisso. Seja herói(na) na vida de alguém, para que se alguém seja na vida de outra pessoa também. Você pode salvar o mundo de alguém com apenas um gesto, então não salve só um mundo, procure salvar tantos quantos puder. Gentileza é amor, e o mesmo, pode apostar, ainda é o maior superpoder.  

Namastê. Paz ♥ 

 

Por Guilherme Rocha.  

O copo de bar já não é mais sossego. 

Sentado num banco de bar

Fudido, ferrado

Errado

Me sinto seco

Copo cheio, molhado

Pinga

Em mim

Menos do teto

Sou um resumo de todas as fodas não fodas

Desprazer pertinente 

Melancolia

Persistente 

Estagnado a condição que não queria estar

Me sinto sugado

Nego

Sinto asco 

Por pouco não engasgo

Nessa chuva de bílis em minha mente 

Eu te disse… 

Eu nunca pisaria onde seus pés abençoaram

Sete minutos para meia noite e será tarde demais.

Ontem eu assisti a um filme muito comovente, de peso sentimental imenso, de uma profundidade tão ímpar, que chega a te congelar onde está no final, fazendo com que sua mente fique pensando no quanto o sopro da vida é precioso e o quanto somos frágeis em relação à ação do tempo. O nome do filme é “Sete Minutos Para Meia-Noite”, do diretor Juan Antonio Bayona; primeiro filme que vi dele, mas que já me marcou unicamente.

No filme, o protagonista, um menino chamado Conor, passa por um período tempestuoso em relação ao que sente sobre a saúde de sua mãe: ela estava fadada a morrer de câncer terminal. Um garoto que mal colocou os pés na puberdade se vê obrigado a ser um menino adulto, mas que ao mesmo tempo não é. Sua mãe, ao longo do filme – como deve ser óbvio dito a sentença sobre ela acima – só piora, colocando o jovem adulto Conor em becos que ele mal consegue compreender.

Uma árvore imensa (O Monstro) propõe a ele – ou o obriga – ouvir três histórias e, no final, o menino desolado precisa contar a quarta. O Monstro sempre aparece exatamente sete minutos depois da meia-noite. As histórias sempre remetem ao cotidiano que se tornou conturbado do menino, e cada uma delas, de maneira fantasiosa, expõem um lado crítico do que ele sente no seu cotidiano. Não vou mais me alastrar em relação ao filme, porque é um daqueles que todos deveriam ser “obrigados” a ver, como lição de casa, como lição de vida. Principalmente aqueles que perderam, ou estão prestes a perder uma pessoa para essa doença corrosiva.

 

Eu perdi a pessoa que eu mais amava no mundo para essa doença.

 

Ao longo do filme eu me vi no menino Conor, que não sabia ao certo como lidar com isso e, olha, mesmo eu sendo adulto na época que isso me acometeu, eu também não sabia lidar. Os momentos que antecedem a partida são os piores quando a consciência se dá conta – a contragosto – da eminência do final derradeiro.

Na época eu fiz tanta merda que se Deus existir, ele vai pensar duas vezes antes de tentar me dar uma oportunidade no céu. Os nervos ficam a flor da pele, a cabeça paira em devaneios de esperança e pensamentos negativos. Há dúvida, remorso, receio e uma miscelânea de sentimentos girando na mente.

 

Você não quer ver alguém amado partir.

 

Demorou um tempo até eu entender o significado de como se entregar aos fatos não é vergonhoso ou covarde. Às vezes o egoísmo é protagonista, mas de uma maneira desesperada. Eu queria que os fatos se revertessem, que a entropia ficasse maluca e fizesse seu trabalho ao contrário. Eu trocaria de lugar por ela. Sem nem pensar meia vez.

 

Quando você ama alguém mais do que si mesmo, você faz ou pensa em coisas malucas. A partida dói.

 

Anos depois, atualmente, no caso, eu tenho uma outra visão em relação à morte, em relação à vida, em tudo que envolva o simples fato de existir aqui na Terra. O maior medo de Conor era ver sua mãe partir – assim como o meu –, porque isso não era aceitável em sua condição sentimental. Mas, o melhor era deixar a vida seguir seu curso natural e aprender com isso. Às vezes, largar a corda é a melhor solução, deixar partir aquilo que te aborrece, no sentido de que fazendo isso, você libertará a pessoa também.

 

Não somos dono da vontade alheia. Não podemos ser obrigar só porque não queremos que isso aconteça.

 

E isso é algo aplicável para qualquer situação na vida, onde há mais de uma pessoa envolvida; não no jogo de “vida ou morte”. Ela partiu e descansou, deixou meu coração em pedaços, mas nunca foi culpa dela. A culpa nem sempre tem dono. Não há culpados quando você se liberta e, consequentemente liberta o outro.

 

Às vezes é melhor deixar partir.

 

Ame e demonstre. Abrace. Beije. Faça mimos. Seja presente. E, principalmente: não seja egoísta.

Assista ao filme. Devore seus medos. Encare.

Abraço.

Paz, meu amigos. Paz. ♥

 

 

Esse texto diz tanto que nem sei como não tem seu nome.

“… e ninguém pode imaginar o que ela está a escutar, olho quase fechados, mente em outro lugar. Em seu ouvido vedado ao menos existe alguém. Entendeu?”

Hoje eu acordei numa “bad” insistente que  me deixou amuado devido alguns fatos da noite anterior, muito conturbada, por ações minhas e situações alheias. “Eu sou uma esponja que absorve tudo”; talvez eu seja uma esponja às vezes também. E isso é assustador às vezes, porque nem eu mesmo consigo absorver o que vem de mim mesmo – permeia na minha cabeça, em círculos viciados, como uma roda gigante na velocidade do som que ninguém pode parar.

O mundo é quase sempre uma tempestade caótica espalhada em pedações por aí. Quando alguma parte me atinge, eu recorro à música como válvula de escape. Não que eu só ouça música quando estou na pior, mas em certos momentos ela é efetivamente essencial. Então, como de praxe, coloquei Dance Of Days para tocar – fones de ouvido, volume no máximo, caminhando por aí – e fui encarar o dia, que me abraçava sem jeito, anunciando uma jornada de trabalho cansativa ao fim dele.

A música é essência de pelo menos metade de mim. Por vezes mais.

Impressionante como ouvir música – que gosta, é claro – pode mudar qualquer situação, seja ela boa ou ruim. O poder de penetrara alma, acalentar o peito apertado que implora respirar. Se ela nunca te tocou assim, você está ouvindo as “playlists” erradas.

“Interlúdio Para Um Bar de Estrada Por 33 Anos Fora do Mapa” é a minha primeira opção – em dias como esse – porque essa música parece que consegue ler a pessoa que sou, aquela que eu deveria lembrar de ser, de como eu tenho que parar de cometer os mesmos erros, sem perigo de cair em algum abismo e os remos do meu barco quebraram. “Tudo bem, você está a deriva nesse mar escuro, mas você ainda pode nadar”; abandono a embarcação e me jogo na água, usando todas as minhas forças.

Esse é só um pequeno relato meu. Um pequeno exemplo de como a música pode mudar qualquer coisa.

Eu desejo do fundo do meu coração que você tenha um ótimo dia hoje, amanhã e sempre – mesmo que isso soe clichê demais. Que possa colocar os fones de ouvido, ou ligar o rádio, para que seu coração inunde de essência e sua alma goze do mais intenso prazer.

Música é uma das traduções mais lindas do que é o amor, a meu ver.  É chave que abre portas que você mal imaginava que havia fechadura. Porque “ser gota aqui, sempre foi mais mar”. Sinta-se livre para não apenas ouvir, mas ser música também, da maneira como quiser, contanto que isso te faça bem.

“Eu desafio você a ter uma overdose de felicidade”.

Música é vida.

Vida é amor.

Amor cura tudo. Inclusive qualquer dor aí dentro.

Esses tempos me fez refletir, de como eu nunca havia parado para pensar em muita coisa ao meu redor, no que eu sinto no que eu deveria aprender. Refleti, precisei de muita particularidade, e mesmo que isso me custe algo, eu deveria ser uma esponja tão receptiva quanto ela é. Já até pensei na trilha sonora.

Aperta o play, meu amigo. Abraço.

Paz. ♥