Um ser com defeito.

“Não podemos nos deixar vencer por coisas superficiais.”

Como se fosse fácil pôr tal façanha em prática, não é? Quando estamos perto de algum limite pessoal, invarialvelmente, descaradamente, ou, internamente, a centelha acende um pavio quase inexiste da bomba que tornou-se pela acumulação de cargas mais pesadas que peso de halterofilista. Os dedos parecem apontar do nada, as indignações alheias  parecem atingir sem sombra de erro, como um alvo de tamanho astronômico, que até um cego cocho com artrose múltipla consegue acertar. Torna-se vulnerável.

Porra, é horrível sentir-se desprovido da armadura que protege sem hesitar.

Aí vem todo o tipo de injúria interna lá de dentro, enquanto você tenta contornar tudo, mas seu vigor para tal defesa é claudicante e parece que o alvejar é cada vez maior. Você não consegue ver as coisas boas em você. Não vê que tem opções. Às vezes todo o desespero desse abismo que vai se abrindo esvai-se em forma de lágrimas que jorram como fonte no verão.

Não consegue enxergar que dentro de você tem uma reserva de energia maior que a força física de Hércules ou todo o poder cósmico de Ganesha.

Pois bem, sabe? Eu sei que a batalha é dura e você está com ferimentos, marcas de guerra. Mas ninguém tem disse que é o suprassumo de si mesmo, irradiante e sempre na guarda mesmo quando não percebeu esse sentinela.

Você tem defeitos sim, mas, poxa, já olhou melhor no que tem de bom? Um erro no trabalho não elimina sua habilidade em lidar com as pessoas de maneira ímpar; um vacilo com os pais não significa que não o vejam como ótimo filho que quase sempre, ou mesmo em alguns momentos, fez tudo que pode e tentou ser melhor, atingindo a virtude do êxito fraterno; você não é lento ao redigir uma redação para vestibular, ou terminar algum exercício difícil, porque você não percebeu que se dá bem melhor em algumas matérias e não em outras, afinal, raramente alguém consegue isso; enfim: você é uma medida com vários pesos, como qualquer outra pessoa.

As probabilidades são determinadas quando decide seguir em frente com aquilo que te faz bem e você faz bem, não quando sujeita-se aos julgamentos de outros que, sem saber sobre você, torna-se pedante.

“No final das contas somos todos iguais.”

Eu acredito no que você quer acreditar quando decide enfrentar esse mar vertiginoso e pueril de repressões infundadas para procurar ver o que te faz bem, o que te deixa bem. Enxergar que nenhum ser humano tem apenas defeitos, mas uma porrada de qualidades que passam despercebidas quando a pressão insiste. Eu acredito na sua resiliência, na sua força, no seus calos forjados por fracassos que o tornaram vencedor. Já venceu antes de ganhar.

“Lutar até o fim, até o fim.”

A luta é até o fim, mas x guerreirx que você é vai além de qualquer finitude imposta pelo meio em que vive. Seja eterno em reconhecer as suas qualidades; o fraquejar é só impulso para levantar de novo, de novo e de novo.

“E vamos valorizar o que há de bom aqui. Esse é  meu lugar.”

Valorize-se, seja seu penhor mais precioso e a pedra que nunca será lapidada por limites, pelo simples fato de que a expansão pessoal é a sua maior qualidade.

Eu acredito pra caraleo você. ❤

Paz, meus amigos. Paz. ❤

 

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Deparei-me com o passado.

Acordei com o incessante, irritante, mas necessário som do despertador a cantarolar o inevitável: o sol despontava irreverente lá fora, anunciando que se eu ignorasse o toque desprezível eu me atrasaria para o trabalho.

Pois bem; senti os pés tocarem o chão frio, ainda sentado na cama.

Mirei a parede repleta de “rabiscos” meus, com a atenção de um vigilante noturno insatisfeito e, então, como brisa sorrateira, uma saudosa lembrança chamou minha atenção. Pensei numa frase que li outro dia numa foto qualquer, que dizia “e se você soubesse que foi a última vez que brincaram juntos?”. Aquilo instantaneamente me socou como marreta no concreto, mas ao mesmo tempo me fez sentir nostálgico. Daquela lembrança de infância, não saberia dizer se foi a última, não saberia sequer saber qual foi.

Pois bem; levantei e realizei o ritual de praxe matinal – o trabalho me esperava.

A simples reminiscência me fez refletir severamente sobre outras que, ocasionalmente, cutucam sem avisar – ora, quem avisa em pensar cutucar, não? Pensei no “fardo” (depende muito, creio eu, se é algo ou assim ou não) de carregar o incômodo de alguns momentos do passado.

Pois bem; pés acoplados em botas de bico de aço pisam o chão do trabalho, enquanto a dúvida pulsa na cabeça.

Como lidar com o passado que afronta o presente sem aviso prévio? Se tudo fosse flores… tudo bem. Mas não é. Contudo, eu aceitei que deveria lidar com esses fantasmas da maneira como eles nos atingem. Cutuque-os também! Sim, isso mesmo. Simples assim? Não, não mesmo. Mas se cutuca atualmente, é porque o êxito na solução dos mesmo ainda não foi alcançada. Revide com pazes a fazer, a fim de que nenhum outro fantasma coloque o dedo na sua costela de supetão, quase matando de susto ao acordar numa manhã fria. Faça da sua mente o palácio da memória mais aconchegante de visitar, ou onde você quer que alguém também visite – cuidar do jardim é medianamente fácil, mas a casa exige dedicação.
Aquele que remói o passado não é portador de culpa; intermitentemente as reminiscências, de forma involuntária, irão atazanar.

“1997, novembro ainda me lembro, era fim de ano, eu não tinha nada e você um novo emprego.”

Pois bem; cutuque os fantasmas e faça sua morada no presente.

Tem um futuro repleto de possibilidades que quer te ver bem. Eu gostaria de te ver bem, mesmo.

“Hoje eu extinto, já nem me lembro como era no começo, quando sabia tudo me esperava e acreditava ser alguém especial. E parecia que aquela vida era mais uma viagem.”

Paz, meus amigos. Paz ❤

Por Guilherme Rocha.

Eu sempre fiz questão de estar aqui. O inverno sempre passa

“Eu sempre quis saber como era estar um pouco longe de você”

Sentei naquele balcão de bar e vi que o copo ali na minha frente era mais volátil do que eu imaginava ser. Ou seria eu? Interessante seria saber quão constante seriam essas variações nas diversas situações que esse copo esteve a minha frente. Hoje, por acaso, eu sabia o porquê. O ato de coloca-lo a minha frente era tão líquido quanto às diversas situações que coloquei o mesmo ali. Confuso, não?

“Tudo vai passar, tudo sempre passa”

Às vezes estamos tão concentrados em viver nossa vida de maneira libertadora e inconsequente (não que isso seja ruim em certo período), mas não vemos perspectiva futura de como isso acarretará em nossa jornada. É um pé no saco ouvir de alguém que você está exagerando, não? Quem sabe em algum momento isso não é um conselho a ser levado em conta? A exaltação de uma noite de sábado tem tem seus resultados na manhã de domingo. Alegria de sábado é tão líquida quanto o álcool ou outras substâncias ingeridas pra potencializar aquele momento. Não é que você não deva exagerar às vezes, mas nem sempre o exagero é a melhor forma de tornar o momento mais sólido.

 

“Talvez nós fôssemos depois o que pensávamos, quem dera”

“Colecionar figurinhas” é o esporte mais sólido aos mais bem aventurados, mas não imagino a relação póstuma consigo mesmo depois de tantos laços mal feitos, em que os nós só suportaram o momento rápido e tão longe do oceano de realidade sentimental. Oras, todos têm sua fase, mas até quando essa fase perdurará? Fugir de relações com nós mais firmes é só um reflexo de uma liquidez sentimental que se apossa como um pântano que não quer parar de te consumir. “Liga, manda mensagem, vai visitar, divide um lanche, vai andar por aí, se importe!”; sim, viva mais sem ter que viver menos com um milhão de pessoas.

“Amanhã eu não vou mais estar aqui”

Toda família tem suas falhas e isso não é novidade pra ninguém. Nem todos os encontros são os mesmos e nem a mesma frequência, mas sempre haverão momentos pra celebrar, sentir-se feliz em fazer parte de uma gama sólida que nem sempre se vê, ao invés dos encontros semanais frequentes e sem teor válido. Líquidos como a água da pia que lava seu rosto de manhã. Os laços mais sólidos aparecem nas crises e, sabe, nem sempre a presença física é sinal de que só assim se importam.

“Nunca me pareceu ser real”

Eu poderia citar um milhão de situações, como já disse outrora. Mas eu vou elucidar os enunciados, pois sei que ai dentro de você despertou mil pensamentos, como eu também fiz. Eu acredito na busca pela felicidade como se buscasse uma pedra gigante e imensa. O riacho é a renovação constante de águas que passam, mas se o seu riacho for apenas uma demonstração do quanto seu copo em cima do balcão mostra que sua jornada é líquida e passageira?

Eu arriscaria mil vezes chutar aquela pedra com força até quebrar o meu pé, que mirar um curso de água constante.

Me esforço constantemente para dar nós mais firmes, que segurem as tempestades. Eu sei que a dureza dos compromissos, sentimentos e atitudes são mais importantes que aquele copo repetitivo num balcão de bar que nem ao menos faz questão de existir de verdade na sua lembrança.

Mais amor, por favor. Mais laços firmes, por amor.

Namastê. Paz.

Por Guilherme Rocha.

Brincando de bolinha eternamente no céu.

Você fugia da sua casa e vinha para a nossa e toda vez alguém tinha que vir buscar. Ficava no portão olhando aqui dentro esperando alguém abrir o portão; um leve conflito sempre rolava com outra moradora da casa e, mesmo depois de muito tempo, nunca se deram tão bem assim. Mas uma sempre gostou da outra de alguma maneira.

– Hey, ela escapou de novo. Tá aqui em casa.

Tempos depois, por circunstâncias da vida, você e (nossa) sua família vieram se juntar a nós, quando a tempestade havia batido forte demais nos alicerce de todos. Foi um recomeço, uma família maior numa casa só. Éramos 7 integrantes de muita felicidade. Depois aumentou; você foi agraciada com um tio e um irmãozinho. Éramos 9!

– Legal é que você joga a bolinha e ela traz de volta. Ela sabe brincar.

Todo dia de manhã, a mesma história: abrir o portão e ver apenas uma mancha preta sair voando por aí nas ruas do bairro. Por mais que chamasse, gritasse, dificilmente voltava; retornava quando queria. Espírito livre, jeito levado, arteira, que sempre voltava encolhida depois de um tempo para não levar bronca.

– Rolou na carniça de novo! Sua arteira!

Eu nunca vi um ser tão pequeno e gordinho ser tão rápido quanto ela. Quase escalava o muro tentando pegar pássaros, moscas e qualquer coisa que se movesse. E seu irmão sempre “sofria” um pouco com isso; lento e “de boa” recebia pulos surpresas, ataques aleatórios do nada e mesmo assim, quase sempre, dormiam um perto do outro. Como ele dormiu nos últimos dias dela.
É, bateu forte. Dessa vez alguma coisa aí dentro não conseguiu combater esse mal que te atingiu. Vi você dando seus últimos suspiros, sem desistir; a lutadora não queria perder essa batalha, afinal, venceu todos as outras e saiu pulando nos outros para mostrar que o vigor estava de volta. Heroína na despedida.

Eu acredito num céu para animais. Eu sei, eu sei sim, que agora você está brincando de buscar bolinha eternamente no céu dos cães. Uma ótima definição do mais puro e sincero amor. Você nos ensinou tanta coisa.

– July era gente boa.

Sim, e ainda é. Num lugar sem portões, sem muros, sem nada que a impeça de correr o quanto quiser, para brincar eternamente, como ela gostava de fazer.

“E se eu numa esquina qualquer te vir, será que você vai fugir?”

Fiz esse texto porque eu queria que todos soubessem o quanto você é linda, companheira, arteira, levada, brincalhona e, acima de tudo, perfeita.

Nós te amamos, “July Maria!”.

Obrigado 🐶💙

Três décadas de uma alma irresponsável

Trinta anos. Caralho! 

Eu realmente nunca havia feito uma projeção sobre como seria chegar nessa idade; ninguém de fato pensa, eu acho. Se pensei em planos? Sim, pensei muito, mas, claro (risos) que nem metade eu realizei – eu me sinto ótimo em todos os aspectos e, agora, sinto que estou apto a encarar muita coisa que antes me dava um medo danado. Pois bem, não era sobre sonhos que eu gostaria de falar; eu queria falar com você que vai se identificar com esse texto, porque de fato eu estou aqui onde estou por sua causa.  

Eu me recordo de quando eu ia na rua de baixo da minha casa, numa praça, brincar com a molecada; jogávamos bola, pega-pega, esconde-esconde (e valia se esconder até em quadras distantes) e todas aquelas brincadeiras de criança. Hoje eu tenho trinta anos e nem todos eu vejo mais, ou nem sequer estão mais nesse bairro, nessa cidade ou no mesmo plano existencial que eu. Salvo alguns contatos que ainda tenho até hoje, a maioria dissipou-se como algodão doce na água.  

Eu me recordo dos jogos de taco (ou “Bets”) que fazíamos na pré-adolescência/adolescência aqui na rua de casa mesmo e, uma certa vez, eu quase quebrei o nariz da minha irmã com uma tacada errada. Era bolinha na janela dos vizinhos, nas costas de pessoas que passavam; uma parafernalha das melhores. E, quem diria, que hoje em dia, de vez em quando, eu e alguns amigos ainda jogamos. Hoje eu tenho trinta anos e nem todos eu vejo mais, pois a vida deu rumo para cada uma dessas pessoas que fizeram parte desse período. Eu realmente não sei o paradeiro da metade desse pessoal, mas espero que estejam bem e realizados.  

Eu me recordo dos treinos e jogos de basquete, o qual me dediquei anos e anos – o esporte mais lindo que existe (♥). Eram vários treinos na semana, com umas 3 ou 4 horas de duração. Foi a época mais divertida da minha vida (até agora, né?) e eu juro que a minha mão coça todo dia querendo bater uma bola laranja de oito gomos por aí. Sobe um nó na garganta só de lembrar.  Hoje eu tenho trinta anos e de vez em quando eu ainda jogo nas quadras por aí com uma galera legal (♥), mas que em sua maioria não são os mesmos da época que eu treinava.  

Eu me recordo de quando saia aos finais de semana a noite para conversar com a galera na praça (quem diria que até hoje por vezes), que foi quando o meu quadro atual de amigos começou a ser definido, quando essa galera imensa que eu tenho por perto foi se juntando. Hoje eu tenho trinta anos e creio que tenho a melhor roda de amigos de todos os tempos.  

Eu me recordo das visitas dos familiares em várias épocas do ano.  

Eu me recordo (todos os dias) dos meus pais.  

Eu me recordo de todos os cães que passaram pela minha vida. Um gato também. 

Eu me recordo de toda paixão.  

Eu me recordo. Não com tanta clareza de algumas coisas, mas minha boa memória me concedeu a oportunidade de lembrar muita coisa bacana.  

E se você recordar de algo aí em cima, ou fez parte desses períodos enunciados, eu tenho muito que te agradecer por me ajudar a formar a pessoa que sou, a pessoa que se sente bem recebida por todos, onde quer que eu vá.  

Hoje eu tenho trinta anos e me sinto infinito feito universo.

Custa zero centavo ser legal 

 

 

Ser gentil é um ato heróico; não porquê você tem uma capa maneira, usa cueca vermelha por cima da calça, ou consegue mover montanhas com telecinese. A ficção nos faz pensar – por mais vezes que gostaríamos – que não podemos salvar o mundo quando quisermos, pois não somos capazes disso, e não temos o apoio de uma liga com poderes extraordinários, que nem todo dinheiro do mundo pode reagir à centelha da mudança benigna. A ficção é uma faca de dois gumes bem afiados: acende a chama e, quase sempre ao mesmo tempo, quando tomamos aquele impulso, nos joga uma balde d’água gelado.  

Pois bem; tenho duas coisas a dizer sobre os fatos supracitados.  

  1. Você não pode mover pedras com a mente (se quiser; treine mais). 
  1. Você deve manter o impulso em sem gentil.  

Às vezes aquela pessoa, que estava à beira de um colapso, ou algo pior, mudou de ideia no instante em que fez uma observação contrária ao que estava recebendo do meio alheio em que a rodeia. Autoafirmação é um problema muito sério, que deve ser levado em conta a priori, pois trata-se de – na maioria das vezes – uma fuga ao que é “naturalmente” imposto (moda, padrões, rótulos, tradições abusivas, religião e afins), ou ao que impuseram ideologicamente e acabou por fazer mal a integridade mental da pessoa. Mas também há uma outra vertente bem maldosamente estruturada que não levantarei em questão aqui. Reme contra essa maré! Coloque seus poderes para funcionar!  

Aquele seu conhecido obeso não quer ouvir mais uma piada de mal gosto sobre sua aparência, então você pode elogiar o quanto ele visualmente perdeu peso, ou o quanto ele está empenhado em conseguir. Uma pessoa que comete um ato que põe em risco a própria vida, não quer receber as críticas cotidianas e infundamentadas de praxe, mas torce quando você estenda a mão e a leve para um lugar mais aconchegante e faça ver os lados bons de viver sem ter que usar os mesmos clichês saturados. Demonstre alegria natural em estar ali. Tenha paciência com aquele familiar que não manja das habilidades eletrônicas; ensine, compreenda a dificuldade, enriqueça os pontos não tão bem habilidosamente articulados, para que essa pessoa possa deixar a frustação – que leva a raiva, quando extremo – de lado e ficar feliz em ver que fez progresso com um celular “de última geração” ou simples controle remoto com quinhentos botões para apertar. Deleite-se com a sensação de satisfação da outra pessoa, e como você ajudou nisso.  Enfim; mil exemplos caberiam aqui facilmente, mas sugeri apenas alguns para elucidar que: 

É prazeroso ser gentil. É benéfico para ambas as partes, mesmo que em algum caso, alguma parte seja relutante.  

Seja um(a) super herói(na) sempre que puder, exercendo com todo impulso todos os seus superpoderes. Nem sempre será recíproco, ou ao menos recebido como imaginou, mas, de forma alguma, deixe-se desanimar, porque você pode ser o exemplo de alguém, um espelho a olhar, sabe? Assim como têm seus espelhos também. Faça o dia de alguém melhor, emane as energias boas para o universo, mas não esperar nada em troca – o resultado virá naturalmente, e da melhor forma possível.  

Já pensou em como fazer o dia de alguém melhor?  

Pensa nisso. Seja herói(na) na vida de alguém, para que se alguém seja na vida de outra pessoa também. Você pode salvar o mundo de alguém com apenas um gesto, então não salve só um mundo, procure salvar tantos quantos puder. Gentileza é amor, e o mesmo, pode apostar, ainda é o maior superpoder.  

Namastê. Paz ♥ 

 

Por Guilherme Rocha.  

O copo de bar já não é mais sossego. 

Sentado num banco de bar

Fudido, ferrado

Errado

Me sinto seco

Copo cheio, molhado

Pinga

Em mim

Menos do teto

Sou um resumo de todas as fodas não fodas

Desprazer pertinente 

Melancolia

Persistente 

Estagnado a condição que não queria estar

Me sinto sugado

Nego

Sinto asco 

Por pouco não engasgo

Nessa chuva de bílis em minha mente 

Eu te disse… 

Eu nunca pisaria onde seus pés abençoaram