É só um dia ruim, meu bem.

Sabe aquela época que parece que todo dia você põe o bendito e intransigente pé esquerdo no chão ao acordar? Pois bem; isso me fez pensar no quanto isso é impactante em nossas vidas, o quanto desejamos trocar o pé que toca o chão todo dia quando o despertador toca. E quando esse bastardo toca, parece uma tortura medieval daquelas com requintes de crueldade extremamente exagerados.
Pisa no chão, fita o escuro e, automaticamente, quase como algo programado, imagina um horizonte de possibilidades desagradáveis para o seu dia; o chuveiro vai queimar, o carro não vai pegar, vai chover quarenta e dois dilúvios, ônibus vai atrasar, a operadora do cartão vai ligar o dia inteiro. Enfim, nada bom acontecerá.
Você levanta, endireita as costas, vai pro banho. O chuveiro funciona. Veste o uniforme, então vai desafiar o carro e ele pega. Ninguém te ligou nesse período de acordar e ir trabalhar, mas já se passou uma hora e meia do seu dia. Você não precisou de ônibus e o sol despontou alegremente irritante no céu pra ofuscar o seu mal humor. Soando intensamente contraditório.
Chega no trabalho e cai um pilha de obrigações no seu colo, com prazo apertado, porque quase tudo hoje tem pressa pra acontecer; os números não param e as pessoas menos ainda. Você lembra que aquela conta está atrasada, aí o primeiro telefonema do dia daquela operadora que você queria que o Tyler tivesse destruído liga. Não atende. Modo silencioso. Bate o braço numa prateleira e fica dolorido o dia inteiro. Não​ tem dinheiro para pagar um almoço legal. Está cansado porque dormiu poucas horas na noite anterior. Brigou com alguém amado. Ouviu um monte do chefe em relação ao atraso dos prazos e bla bla bla bla bla bla bla bla bla. Ignora todos os problemas do nada e coloca no piloto automático.
Então você sai do trabalho e vê que seu carro foi roubado, mas que o amigo passando ofereceu uma carona, aquela pessoa que gosta mandou uma mensagem. De repente você acha 10 reais no bolso da calça que não contava e isso pagou aquela cerveja. O sol agora não parece tão “ofuscantemente chato”, porque naquela tarde de outono te aqueceu. Seu dia está uma bosta ainda, mas, porra, quantas pequenas coisas não deixamos de apreciar porque existe um mundo esmagadoramente pesado nas nossas costas? Será que não nos falta apreciar essas coisas simples que dão aquele afago de esperança e felicidade?

Aí você vê que seu dia não está tão bosta assim.

Abre a cerveja, depois faz o b.o., liga para aquela pessoa, abstrai aqueles prazos cotidianos do trabalho dentro do seu lar, põe aquela série bacana de ficção científica, termina aquele livro que recomendaram, enfim aprecia o que ainda insiste em te fazer bem.

A vida ainda está um caos, mas você vai mudar isso.

Chama o dog para fazer companhia assistindo série e divide a pipoca com ele. Chama aquela pessoa querida também. E explode o resto. Às vezes só precisamos ligar o modo avião, e voar, sim, voar, na direção do que está nos fazendo bem no momento.

Paz, meu amigos. Paz.

Por todas as “minorias”.

“Ele é gordo”, “ela é magra demais”, “muito alto”, “muito baixo”, “nem gordo e nem magro”, “nem alto e nem baixo”, “cabelo ruim”, “cabelo bom”, “sem busto”, “sem bumbum”, “seio demais”, “bumbum demais”, “ele (a) não se encaixa nos padrões exigidos por…”. O mundo quer que você veja a si mesmo (a) como ele quer; vivemos numa sociedade que insiste em te encaixar nos conceitos contemporâneos de estereótipos impostos incessantemente. Colocaram grilhões nas suas vontades, fizeram pressão vertiginosa na sua moral – “Aceite!”, “faça!”, “seja”, “não pense, siga a maré”; uma versão mais voraz do clipe homônimo da Daft Punk, o “Technologic”.
Pois bem, antes de tudo: ninguém é perfeito, mas você é uma pessoa imperfeitamente única e, sabe? Isso é magnifico! Sua singularidade (tanto corporal, quanto intelectual) é uma obra de arte que não pode ser copiada.
Não dê condescendência ao conservadorismo corrosivo que te obriga, por exemplo, dentre muitas outras coisas, a casar e ter filhos porque isso é uma obrigação de uma tradição, mas faça isso se for da sua vontade. Vamos elucidar algo importante: você pode e deveria ser livre em suas escolhas. A liberdade ir e vir, quanto de expressão, deveriam ser as únicas regras vigentes.
Você não tem um corpo “fora do padrão”, porque os padrões de beleza são ditados pelo mundo da moda e as tendências de “especialistas” que se baseiam na questão do lucro, e não na questão humana, não em pessoas. O lucro da indústria prejudica sua estima. Não aceite ser julgado (a). Se aceite.
Use maquiagem sim – seja homem ou mulher, o gênero é imparcial -, roupa curta, roupa “brega”, enfim, o que quiser. Não há rédeas que te domine se você dominar as suas próprias ideias. O mundo não se importa com você, então faça isso por si próprio (a).
Aceite ser o universo magnífico que é, porque você é um universo magnífico, com poderes de mudar o que quiser, quando quiser; tanto dentro, quanto fora.

Paz, meus amigos. Paz.

(Muito obrigado Amanda Scavazza, pelo simples fato de existir e contribuir nas minhas inspirações. ❤)

Meu sobrinho Duque é um astronauta.

Essa semana eu resolvi deixar essa semana para trás, porque simplesmente eu não saberia lidar com ela.
Abri a caixa do correio e a correspondência me recebeu com uma chuva estrondosa de voadoras na cara em forma de cifrões e, olha, mirei o céu e o mesmo era lindamente azul, decorado com um sol que ofuscava tanto a visão que eu desejei que caísse um dilúvio nessa montanha de papel repleta de códigos de barra. Dizem que um banho de chuva lava a alma, mas essa do carteiro lavou a minha mente; “brainwashing”.
Essa semana pedia incessantemente que fosse deixada para trás. Mas eu não descobri como realizar esta façanha temporal; ainda não inventaram ou descobriram uma máquina do tempo.
Droga.
Mas tem tanta coisa que eu não gostaria deixar passar – eu não posso simplesmente pintar de branco aquela página; ainda haverá algo escondido por baixo daquela página que eu preferia que ficasse nos recônditos do mais imenso e reconfortante esquecimento. Tem dia que é foda encarar um dia foda.
Porra.
Mas, sabe? Não dá pra deixar a semana para trás e muito menos borrar as página. A página pode ser preenchida de novo (de outra forma) e a semana não vai sair do seu pé. Eu sei, você sabe e todos sabem.
Boletos, emprego, responsabilidades, enfim, a vida arbitrária e repleta de contingentes de sempre. Porém, não é de todos esses problemas, dificuldades e empecilhos que nos tornam pessoas calejadas e propensas às adversidades que somos hoje? Os homens e mulheres que mudam o rumo de tudo e fazem as coisas caminharem?
Eu ouso acreditar que sim.
Mas, sabe? Tem dia que é foda encarar um dia foda. Então foda-se. Não vamos perder nosso tempo tentando descobrir ou construir aquela prodigiosa e encantadora máquina do tempo, porque se há algo que não podemos deixar para trás, ou deixar de conviver, é o passado.
Somos mais fortes que uma “porralhada” de dias foda que são fodas de encarar.
Coloquei Dance of Days no último volume e lembrei do quanto eu poderia ser mais forte que essa semana, que eu poderia ser mais forte que essa vida, que eu não nasci para ser coadjuvante nos problemas diários, semanais ou qualquer tempo. Eu sou protagonista dessa tragédia problemática pessoal toda. Então vou “Tarantinizar” minha direção e cortar a cabeça desses problemas bem mais que a noiva de amarelo.
Vem semana, vem mês, vem ano, vem vida; meu coração que corta mais que espada sorri.
Essa semana é só mais uma semana. Eu sou uma vida toda de possibilidades que só eu posso criar e, afiado, vou fazer que os ventos soprem ao meu favor.
“Que se foda amor, que se foda. Pecado é não viver a vida”.
Paz, meus amigos. Paz.

Eu sou um perdedor.

Não somos perfeitos, mas também não queremos ser. Não fazemos parte do “Clube da L***”, mas também não queremos fazer parte do mesmo. Fazemos parte de algo que não quer fazer parte de nós, mas integramos uma parcela enorme desse algo. Como uma única ferida no meio de um braço sem arranhões ou cicatrizes. Estamos aqui e estamos lá; estamos em todo lugar.
Minhas tatuagens não mudam meu caráter, meu cabelo colorido não é melhor ou pior que o seu, minhas roupas surradas me deixam mais confortável. O que nós temos dentro da mente e do coração mudou e mudará novamente uma nação.
O mundo nos traga, mesmo achando que não fazemos bem. Eles precisam de nós, porque nós somos os “Outsiders”. Somos o sonho de liberdade que o conservadorismo predador odeia. Os bons modos não aplicados à mesa, a falha na linha de produção, o defeito irreparável da máquina. Mas eles nos observam, pois sabem que pensamos fora da caixa, e isso assusta a maioria, que vê a minoria nunca parar de colocar espinhos na mente.
Somos quem queremos ser, parte do todo, como uma engrenagem que se encaixa nas outras, mas ao mesmo tempo parece que não é algo que se encaixe em qualquer lugar. Somos os “diferentes”, quando ser “diferente” é perfeitamente normal para nós.

Contemplem nosso êxito para fora do breu.

Nós somos os perdedores.
E nós não temos medo de dizer que nos orgulhamos muito disso.

Paz, meus amigos. Paz. ♥

Ciência e tecnologia.

Toda pessoa tem opinião e posição sobre ciência e tecnologia que, muitas vezes, vão ao encontro das demais ou são totalmente diferentes uma das outras; de qualquer maneira as opniões se relacionam ou se conflitam. Uma relação de respeito é crucial para o entendimento e debate entre todas as partes. Talvez por isso uma mediada participação em relação às decisões que envolve ciência e tecnologia deve passar por uma avaliação e negociação, porém, como chegar a esse entendimento e quem seriam os responsáveis em mediar tal debate?
Hoje em dia e sempre, as pessoas necessitam, precisam conhecer, acessar ciência e a tecnologia (pois é uma consequência do que vivemos hoje e querendo ou não, temos contato), e não apenas em entender como utilizar os utensílios disponibilizados, como o que é produzido fisicamente e o que é produzido em forma de conhecimento, afinal, se tudo o que foi produzido é em prol de nosso bem estar, devemos nos questionar de onde tudo isso vem e como podemos usufruir, aplicando da melhor maneira em sociedade.
Olhando historicamente, vimos que, por exemplo, ciência e religião sempre tiveram seus conflitos e por vezes avanços importantes foram impedidos de acontecer. Einsten defendia que religião e ciência podiam coexistir de maneira pacífica, que essa parceria renderia benefícios para toda a humanidade, assim como muitas outras pessoas (o ilustre e genial físico morreu sem saber que até hoje isso ainda é um tabu), no entanto não é o que prensenciamos, pois mesmo com o passar de muito anos, existe grande dificuldade dessa união por parte da religião e vice-versa. Por outro lado, a tecnologia é sempre muito bem-vinda, pois é facilitadora do cotidiano, de nossas vidas, não levantando muitos questionamentos; quando a vida se torna mais fácil, até o decano entre os líderes religiosos tende a ceder facilmente…
Transparência e verdadade absoluta com o público são direitos necessários que todo cidadão deveria recorrer, cobrar, para que todos os avanços científicos e tecnológicos atinjam todo o globo, e não apenas às poucas autoridades, pessoas da elite econômica e políticos. Creio que ciência e tecnologia caminham juntas, pois possuem influência e impacto global, que são indispensáveis para o progresso, desenvolvimento social e qualidade de vida.

Sono demais, paint ball e cavalinhos no carrossel.

Sabe de uma coisa? Se é amor de verdade mesmo, tinha que ser pra sempre, não é?
Se amor te faz sofrer, é amor de fato?

O mundo é uma bolinha da paint ball… Quando você menos espera ela explode!
Prefiro ser uma bolinha de paint ball, eu acho…
Vermelha! Que nem sangue.
Sangue tem gosto de ferro e ferro é forte.
Pessoas fortes não querem ser uma bolinha de paint ball.
Muito menos bolinhas vermelhas, mas sim armas negras.
Deve ser bem por aí.
Entende? É tipo um carrossel.
Gira e sempre vai para o mesmo lugar, mas tem sempre o cavalinho mais cobiçado, que é o que estraga primeiro.
Se o cavalinho fosse vermelho e não fosse uma bolinha de paint ball, no caso, ele ainda seria o mais escolhido?
Rodando, rodando, rodando.
O mundo roda.
Parece uma ciranda insana.
Com cavalinhos vermelhos apontando armas negras de paint ball e atirando bolinhas vermelhas.
Mas as bolinhas contém sangue e não tinta.
Sangue sujo, doente.
O mundo nos infecciona.
Aos poucos…Booom!
Todos vermelhos em ternos pretos ou fingindo estar feliz tentando ser original buscando um estilo de vida diferente tão ridículo quanto o primeiro citado.
É a dor da sua falha existência, seu tolo. Na sarjeta mais suja lambendo a boca do cachorro.